segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Mendingos de Berlim

Essa manha
estou a observar as mãos
que esmolam pelas ruas aqui em em Berlim

E meu coração geme de dor

Todos eles usam um casaco
e nele suas coisas são guardadas
como um pequeno guarda roupa ambulante

Esses homens e seus casacos!

Eles se movem através das estações do metro

Com um ritmo silencioso
e cansado de tudo

São alemães esquecidos por si mesmo

Outros sao estrangeiros
Que acreditaram em um sonho

Mas, esse sonho os trouxe aqui para eles
usarem esse casaco

Não quero essa roupa em mim
Oh!..... homens de casaco

Quando o frio vier

Vocês estarão nas estações do trem
Com seus olhos perdidos
em um direção

Catem suas garrafas
mas por favor no me olhe assim

Nessa estação não quero descer
A vida pedi ajuda
E o Criador dará a saida

Ro Mildner

3 comentários:

Anônimo disse...

...Estava lendo o seu poema OS MENDIGOS DE BERLIM, e como o achei muito interessante, usei-o como inspiração e escrevi este poema ke segue nas linhas abaixo, espero ke vc goste...

As Ruas de Berlim
(Phillipe Navino Velásquez – 04/07/2008 – 06:09 h)


Pairas silenciosa, na última estação...
Ouves, ao longe, outros sussurros!
Vês em tantos quedarem mãos
E estalarem oblíquos punhos...

Tenta sair-te da garganta
Como pingos - gota a gota -,
Uma voz que não canta,
Meio grave e rouca...

Teu corpo é agora, só pele e osso!
Tua loucura segue enfurnada
Num casaco caro e roto...

A morte acompanha-te em Berlim
Varre-te das ruas, amortalhada,
E beija-te a fronte, enfim...

Ps: eu tbm sou poeta e tenho mais de 200 poemas, ainda estou em fase de escolher os melhores para depois publicá-los...

Rosangela Ataide disse...

Adorei chará! Bj.

ana Maria disse...

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minhas fotos

Paciente de TOC

Hoje sou um mar frio
Distante intocável

Quem me observa tem medo de navegar
Porque não sabem os perigos a frente

As vezes fico turbulenta
As vezes fico quieta

Sou eu
Em forma de mar

As vezes sou um deserto
Sem flores
As vezes tenho muitas rosas nas mãos
As vezes corto, as vezes curo
Curo através das palavras

Mas estou calada
As vezes muito falante
Ou agressiva comigo mesma
E destruo meus órgãos

E eles me imploram através da febre
E meus olhos pouco vê esses dias
O faro do meu cérebro
Está em curto


Estou aqui com mais uma lágrima nos olhos
Mas quero continua amar vocês

E mostro isso em forma de palavras

Aceite por favor
E venha comigo

Silencio!
Senta comigo
E chora comigo
Te dou meu ombro essa noite
E te protejo nas minhas asas
E te faço ficar em pé
E digo:O amor Divino
Nós fez forte

Não chore, continue a andar
Mesmo que não veja o fim do túnel continue a andar
Que eu eu essa domesticada fera por mim mesma farei o mesmo

Mulher Sentimento

Mulher Sentimento
Chorar é coragem

Mulher Sentimento

Mulher Sentimento
Minha vida tem objetivo

Carros na Alemanha

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